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O esquecimento da visão

O esquecimento da visão

“Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha própria resposta. Caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der.”

— Carl Gustav Jung

A visão que viemos compartilhar com o mundo, se não for energizada, vai se obscurecendo ao longo da vida. Isso acontece porque temos que realizar uma visão informada pelo eu autêntico em uma sociedade que tem a sua própria visão de mundo e que pouco está preparada para receber a visão que floresce no solo da individualidade. 

Somos desafiados a viver a nossa visão autêntica enquanto transpomos a visão reproduzida coletivamente. Continue reading →

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O sentido de serviço

O sentido de serviço

“O significado da vida é achar nosso dom. O propósito da vida é oferecê-lo ao mundo.”  

— Pablo Picasso

Servir é orientar a própria vida para fazer o outro crescer e brilhar. É fazer a escolha de participar da teia da vida indo além da necessidade de autoria. É incentivar o outro a manifestar o seu melhor potencial. É ajudá-lo a se ver, se reconhecer e se realizar. 

A realização pessoal é um subproduto do serviço engajado na realização do outro. A sentença franciscana “é dando que se recebe” é uma tradução poética do funcionamento da vida. A reciprocidade, ou interdependência dinâmica, é a maneira como a vida se auto-regula.

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Um convite para nos reunirmos à vida

Um convite para nos reunirmos à vida

Nós somos natureza e podemos projetar a nossa ação no mundo a partir da inteligência da vida. 

Vivemos uma crise profunda em relação ao modo como nos relacionamos com a natureza e ao modo como nos vemos enquanto seres humanos e sociedade global. Em outras palavras, sobrecarregamos os sistemas de suporte à vida e estamos experienciando a crise do projeto civilizatório da modernidade.

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A dança da floresta

A dança da floresta

E o que podemos aprender enquanto humanos e humanidade

A floresta revela uma inteligência bela e sutil. É um sistema de alta sinergia onde o interesse particular de uma espécie está em harmonia e contribui para a evolução da floresta como um todo. É uma dança harmoniosa de revelar-se e de criar condições para que outros seres também possam se revelar.

Temos na floresta, de forma simplificada, a cada momento do seu estágio de evolução, plantas com duas essências particulares: aquelas que criam e aquelas que são criadas. As árvores nunca ocorrem de forma isolada. Elas só existem pois estão em um relacionamento simbiótico profundo com outras plantas e animais.

Assim, observamos um padrão onde determinadas espécies criam as condições para que outras espécies possam prosperar. Ou seja, espécies criadoras suportam condições adversas e contribuem para a melhoria do ambiente de forma que espécies mais exigentes, as criadas, possam revelar o seu potencial. É a vida criando condições propícias para a vida em um maior nível de organização e complexidade. É a evolução dirigida por relações sinérgicas.

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Emergência e uma nova história do universo e da civilização

Emergência e uma nova história do universo e da civilização

Este texto é a transcrição de uma palestra inspiradora do filósofo e empreendedor Daniel Schmachtenberger, co-fundador da Neurohacker Collective.

Nesta fala Daniel explora como o fenômeno da emergência, a partir de uma interseção de diferentes ciências, pode informar uma nova história para o universo e para a humanidade. Ao entender os seres humanos como parte de um processo evolucionário dotados de consciência auto-reflexiva, podemos nos colocar como agentes conscientes da evolução e definir intenções para a humanidade que seja ao mesmo tempo harmoniosa para toda a comunidade de vida de um planeta profundamente interconectado. Esta narrativa, muito bem tecida e fundamentada, constrói as bases para o que podemos chamar de Culturas Regenerativas.

Assista ao vídeo original e veja a transcrição em inglês feita pelo site Inside Out. 


O que eu quero falar hoje é o que é a emergência como um fenômeno, como uma propriedade que é realmente essencial para entender a natureza do universo em que vivemos — essencial para entender o que significa ser humano e essencial para entender a base do significado da ética e do existencialismo — e também o que isso indica para o futuro da civilização abordando algumas coisas que são preocupantes e excitantes ao mesmo tempo. Você pode considerar essa conversa como uma espécie de ode extemporânea e divagante ao fenômeno da emergência em si — um tipo de conversa de amor sobre o quão fantástico é o universo possuir essa propriedade e que nós podemos entendê-la e participar no fenômeno.

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O que é a vida? — Uma comunidade regenerativa

O que é a vida? — Uma comunidade regenerativa

Escrito por Daniel Christian Wahl e traduzido por Felipe Tavares.

A vida — como um processo planetário — é uma comunidade regenerativa! Nas palavras de Janine Benyus: “A vida cria condições propícias ​​à vida”.

Para mim, a palavra “regenerativo” refere-se à capacidade inerente da vida de expressar a essência única de cada lugar através de diversidade elegantemente adaptada. Essa diversidade não apenas muda constantemente e evolui para níveis mais altos de complexidade e colaboração, como também contribui para tornar o local mais abundante, vibrante e favorável a mais vida ao longo do tempo.

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Saúde pessoal e saúde planetária

Saúde pessoal e saúde planetária

Como permanecer são em um mundo que queima?

Não há nada que façamos que não afete a integridade da Terra. 

Mais do que afetar, nós nos tornamos uma força que está alterando dramaticamente a estrutura e o funcionamento do planeta.

O comprometimento da saúde planetária está diretamente relacionado à saúde pessoal. 

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Planeta com vida ou planeta vivo?

Planeta com vida ou planeta vivo?

Qual a diferença entre um planeta com vida em sua superfície e um planeta vivo?

Um planeta com vida em sua superfície está reduzido à escala humana. Um planeta vivo possui agência e transcende o tempo e espaço humano.

Um planeta com vida serve à evolução de seus habitantes. Um planeta vivo é o resultado da evolução em simbiose com aqueles que o habita.

Um planeta com vida em sua superfície é um depósito de recursos. Um planeta vivo é mãe e templo sagrado.

A forma como enxergamos a Terra muda a forma como interagimos com ela.

Estamos trabalhando em um planeta com vida em sua superfície ou em um planeta vivo?

Foto: Felipe Tavares

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A separação ecológica

A separação ecológica

Por todo o mundo as pessoas concordam que a civilização moderna está falida e que enfrentamos enormes desafios que nos exigem uma profunda mudança pessoal e social. Provavelmente não concordamos em relação às soluções, mas concordamos sobre os problemas. Podemos resumir os problemas do mundo em três cenários: a separação ecológica, a separação social e a separação espiritual¹.

A separação ecológica

A separação ecológica diz respeito à separação que existe entre o “eu” e a “natureza”. Nós, enquanto economia global, usamos anualmente os recursos naturais 1,5 mais rápido que a sua capacidade de regeneração. Isso quer dizer que estamos esgotando os recursos naturais a cada ano. Embora tenhamos apenas um planeta, deixamos uma pegada ecológica de 1,5 planetas. Estamos usando 50% mais recursos do que os sistemas vivos são capazes de regenerar para atender às nossas atuais necessidades de consumo.

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Um mundo vivo

Um mundo vivo

Não só fazemos parte de uma teia viva como o planeta em si é uma entidade viva: Gaia. Essa percepção nos dá uma nova motivação enquanto sociedade. Os nossos dons e talentos — cultura e tecnologia, por exemplo — ganham um novo sentido.

Não mais temos que impor o nosso design no mundo através da dominação pois reconhecemos que existe uma inteligência viva. O mundo deixa de ser uma aleatoriedade errante e passa a ser um organismo vivo e inteligente. O planeta passa a ter uma essência e um sonho.

O nosso papel, então, é contribuir para a realização deste sonho. Abdicamos do nosso ímpeto colonizador, aquele que quer conhecer para dominar, e reconhecemos Gaia. Ao reconhecer Gaia, nos percebemos enquanto co-criadores da vida.

O nosso objetivo, então, é participar de forma apropriada. Observar, ouvir, sentir, pensar… para então contribuir. Contribuir com Gaia, que é, de fato, contribuir com nós mesmos.

Foto: Christopher Alvarenga

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