06 de Julho a 15 de Setembro

Uma jornada online de autodesenvolvimento para revelar o seu eu autêntico e prototipar a sua melhor contribuição para um mundo mais vivo e humano

Vivendo as perguntas juntos

Como buscar o propósito pessoal sem sucumbir ao autocentramento?

Como desbloquear a autenticidade em direção à expressão criativa e compassiva no mundo?

Como fazer das dores do mundo motivação para o autodesenvolvimento e para a participação na Grande Virada?

A jornada é para quem

  • Quer ter clareza sobre a própria biografia, natureza arquetípica e vocação
  • Quer transformar sonhos em projetos
  • Quer desenvolver a agência pessoal e exercer um papel de liderança compassiva
  • Acredita no trabalho honesto e profundo de transformação interior como fundamento para a mudança social
  • Se sente convidada a transformar os “negócios convencionais”
  • Se sente estagnada e insatisfeita com a contribuição que faz em seu contexto
  • É sensível às dores do mundo, mas não consegue transformá-las em participação ativa e consistente
  • Está apática em relação às dores do mundo e quer superar o anestesiamento

A jornada é especialmente recomendada às pessoas que estão atravessando crises de identidade, de talentos, de autenticidade ou que estão em processo de transição de carreira.

Ao fim, você terá

  • Entendimento sistêmico sobre o cenário global
  • Entendimento aprofundado sobre a sua biografia e constituição arquetípica
  • Entendimento aprofundado sobre a sua vocação, dons e talentos
  • Elaboração de dores pessoais relacionadas ao bloqueio da autenticidade
  • Motivação para a transformação de si e do seu contexto
  • Protótipo de um projeto que que combina a sua essência e as necessidades da sua comunidade, território ou organização

A tradição

Desde sempre o ser humano busca a solidão em paisagens naturais para compreender a si mesmo, encontrar força para atravessar os desafios e continuar a caminhar com integridade pela vida. Enquanto que retirar-se na natureza em busca de visão é uma prática compartilhada por pessoas em todos os quatro cantos do planeta, as jornadas iniciatórias de busca por visão as tradicionais Vision Quest fazem parte da tradição de contextos culturais singulares. Pessoas em iniciação à fase adulta ou à condição de liderança política ou espiritual jejuam e fazem extensas caminhadas solitárias em busca de interiorização e orientação espiritual. O efeito dessas jornadas é o nascimento de uma visão sobre quem são e sobre o seu lugar nas suas comunidades.

Há um provérbio africano que diz: “se você quer ir rápido, vá sozinho; se você quer ir longe, vá acompanhado”. As jornadas de busca por visão, sejam elas espontâneas ou culturalmente enraizadas, costumam ser solitárias. Mas em um momento como este, de crise civilizatória e colapso da ecologia planetária nas palavras do provérbio africano nós precisamos ir longe e rápido. Precisamos adentrar nas profundezas de nossa alma para encontrar potenciais subutilizados. E precisamos, para isso, de uma comunidade que nos suporte e incentive. Em Busca da Visão - Propósito pessoal a serviço de Gaia é um dos caminhos possíveis para buscarmos a visão sobre quem somos e como podemos servir melhor ao mundo.

Embora assemelhe-se no nome, esta jornada não pretende simular e não contempla os processos e os objetivos das tradicionais Vision Quest. Escrevemos um artigo Sobre a busca de visão com uma nota de esclarecimento descrevendo as diferenças e compartilhando a nossa perspectiva sobre a cooptação culturalmente indevida desta tradição por iniciativas pessoais e empresariais.

Vales e montanhas, considerados sagrados por suas populações nativas, são lugares por onde as pessoas caminham em busca de visão. Foto da região montanhosa de Mã Pí Lèng Pass no Vietnam por Hoach Le Dinh.

A jornada online

"Cada um de nós tem um papel único a desempenhar na cura do mundo." — Marianne Williamson

Nascemos com aptidão para a compaixão e uma vocação particular. Para a expressão plena da nossa individualidade deveríamos ter as condições para transformar dons em talentos e aprimorar algum aspecto da vida humana. No entanto, através da educação formal, formação acadêmica e inserção no mercado de trabalho, quase sempre, a nossa vocação é abafada, os nossos talentos subutilizados e a nossa paixão pela transformação do mundo subjugada.

Das mais diversas formas e ao longo de toda a vida somos contidos na expressão do nosso eu autêntico. Isso gera dor. Essa dor segue inconsciente e condiciona a nossa participação no mundo até que as causas e condições adequadas para a sua elaboração sejam criadas. Enquanto isso, permanecemos machucados e construímos relações e estruturas que machucam.

Mas neste momento, de colapso inevitável das velhas estruturas e de necessidade emergente de novas formas de estar no mundo, precisamos de pessoas sãs que possam vislumbrar saídas desse ciclo autodestrutivo. Nós podemos ser as pessoas sábias e compassivas que conseguem acolher a própria dor, a dor da humanidade e a dor da Terra cuidando para que o sofrimento seja minimizado e para que as suas causas sejam radicalmente transformadas. Para tanto, é necessário descobrir como permanecer sãos, sensíveis e engajados em um mundo que clama pela nossa participação apropriada.

Durante essa jornada trabalhamos juntos para você desabafar sua vocação e seus dons, acordar a sua sensibilidade diante as dores do mundo e recobrar o poder de transformação do seu contexto. Ao fim da jornada, a visão que você veio compartilhar com o mundo estará mais clara e contemplada em um projeto de vida que gere benefícios para você e para o lugar que você ocupa.

Parte I - Grito de Gaia

“A verdadeira batalha no mundo de hoje não é entre civilizações ou culturas, mas entre os diferentes futuros evolutivos que são possíveis para nós e nossa espécie agora. O que está em jogo é nada menos que a escolha de quem nós somos, quem queremos ser, e de que história do futuro queremos participar. A verdadeira questão, então, é: Por que estamos aqui?”— Otto Scharmer

Foto: Arek Socha

Vamos olhar para o cenário global e o adoecimento do mundo através da lente do pensamento sistêmico e, mais precisamente, das três separações eu-natureza, eu-outro e eu-eu. Por trás de sintomas globais como crise climática, desigualdade social e infelicidade humana subsistem estados de consciência, modelos mentais, estruturas sistêmicas e padrões de comportamento que nos passam despercebidos. Vamos abrir a mente, o coração e a vontade para compreender o cenário mais amplo, sentir a dor do mundo e nos engajar na Grande Virada de uma sociedade de crescimento industrial para uma sociedade que celebra a vida.

Parte II - Chamado de Gaia

"A nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas.” — Rudolf Steiner

Foto: Miguel Bruna

Uma melhor compreensão do mundo passa pelo entendimento da natureza humana e da própria individualidade. Através da lente antroposófica, vamos ver o ser humano em sua integralidade uma composição de corpo, alma e espírito habitando um mundo permeado por forças sutis. E através da lente de diferentes abordagens psicológicas e neurociências, vamos reconhecer a natureza compassiva da condição humana e os obstáculos à sua expressão.

Vamos atravessar o núcleo de dor pessoal relacionado à repressão dos impulsos espontâneos, autênticos e criativos para acordar dons adormecidos e recobrar o poder de transformação pessoal e social. Com a elaboração das feridas emocionais nos aproximamos de uma visão autêntica que gere benefícios compartilhados. Vamos atravessar a insegurança e a vergonha para seguir com abertura frente aos convites da vida e, assim, persistir na busca e materialização da nossa visão.

Parte III - Comprometimento com Gaia

“A motivação para a nossa ação curadora e transformativa não vem do propósito de instaurar justiça social, preservar as florestas tropicais ou curar pessoas. Mas do auto-interesse da Terra, do despertar da Terra sobre si mesma.” —  Joanna Macy

Foto: Malu Beng

Depois de um mergulho profundo na individualidade, vamos contemplar a natureza interdependente da vida. Como um antídoto ao autocentramento e ao auto-interesse egoísta, o pensamento sistêmico, a ecologia profunda e as ciências contemplativas nos ajudarão a constatar a nossa inseparatividade e interdependência. 

A visão que estamos buscando só pode trazer sentido e felicidade genuína se serve a um lugar, contexto ou sistema maior do que nós, do qual fazemos parte e de cuja saúde depende a nossa própria existência. A nossa autoridade não está na supervalorização do nosso propósito pessoal. Ao contrário, está em pensarmos, sentirmos e agirmos como expressões da voz da Terra. Vamos aprender como estar no mundo sendo Gaia, agindo como expressão do processo evolucionário da vida e em nome dela.

Parte IV - Oferenda à Gaia

“Todos nós temos o que precisamos para fazermos o que queremos acontecer.” — John Hardman

Foto: Timothy Dykes

Por fim, vamos conhecer a natureza do processo criativo. Ao compreender como os insights emergem, vamos cultivar o campo de onde florescem a criatividade e a inovação. A essa altura, temos uma boa imagem do que os nossos contextos precisam e querem de nós e do que nós, a partir de nossa essência e competências, podemos oferecer. Desse encontro nasce a visão que buscamos em direção à nossa realização e à saúde planetária. 

Então, daremos forma ao que emergir do processo criativo transformando-o em um projeto profissional ou projeto de vida. Vamos atravessar um processo prático de envisionarização, cristalização e prototipação da visão sendo apoiados pelo caminho de inovação da Teoria U.

Neste episódio eu introduzo a jornada e relaciono a tradição de busca da visão com o processo de iniciação à vida inerente à condição humana. A expressão da nossa vocação e a oferta dos nossos dons são meios de estabelecer uma relação de reciprocidade com a vida. A jornada serve ao propósito de orientar esse processo e inspirá-lo a partir da celebração das singularidades das pessoas, do sentido de amor à vida e do comprometimento com o mundo. Ouça no seu app favorito.

Metodologia

A jornada conta com uma metodologia própria especialmente desenvolvida para garantir coerência e profundidade durante o processo. Ela considera a integralidade do ser humano em suas dimensões física, emocional, mental e espiritual. E considera o momento histórico e contexto social e ecológico que estamos vivendo. Associa pensar, sentir e agir; teoria e prática; dimensões cognitiva e sensorial, abordagens biográfica e transpessoal; práticas introspectivas e criação de comunidade.

Conteúdo por módulos

Parte I - Grito de Gaia: Compreendendo o mundo externo

Módulo 0: Acolhida

  • A tradição da busca de visão
  • O caminho de aprendizagem
  • Acordos & Habilidades
  • Grupos de cuidado

Módulo 1: Os sintomas do mundo

  • O modelo iceberg e o olhar sistêmico para o mundo
  • As três separações: eu-natureza, eu-outro, Eu-eu
  • Os pontos acupunturais de transformação do capitalismo
  • A Grande Virada da sociedade de crescimento industrial para a sociedade que sustenta a vida

Parte II - Chamado de Gaia: Compreendendo o mundo interno

Módulo 2: O desenvolvimento humano

  • A visão do ser humano ampliada pela Antroposofia
  • Biografia humana e as leis de desenvolvimento
  • Forças arquetípicas: temperamentos e qualidades anímicas

Módulo 3: A jornada humana em busca da visão

  • O propósito da humanidade
  • A dinâmica entre eu autêntico, ego e auto-imagem
  • As feridas emocionais e o bloqueio da autenticidade
  • Como atravessar a crise, o trauma e a dor
  • A ativação dos dons e talentos

Módulo 4: O enfrentamento da vulnerabilidade

  • A cultura da escassez
  • Os mitos e escudos relacionados à vulnerabilidade
  • A construção de resiliência à vergonha
  • Autoestima e autocompaixão

Parte III - Comprometimento com Gaia: Encontro dos mundos interno e externo

Módulo 5: Além do propósito autocentrado

  • O sentido da vida pelo olhar da ciência moderna e das ciências contemplativas
  • Felicidade genuína e propósito autocentrado
  • A dor do mundo e o sentido de serviço
  • Compaixão socialmente engajada
  • Aninhamento e interdependência
  • Realização pessoal e saúde planetária

Módulo 6: A natureza do processo criativo

  • A coragem criativa
  • A criatividade e o inconsciente
  • Os obstáculos à criatividade
  • O encontro como essência da criatividade

Parte IV - Oferenda à Gaia: Assumindo dons e compartilhando a visão

Módulo 7: Presenciar a visão

  • A conexão com o futuro emergente
  • Cruzando o limiar do deixar ir ao deixar vir

Módulo 8: Cristalizar a visão

  • O poder da intenção
  • A grande vontade

Módulo 9: Prototipar a visão

  • Equalização das inteligências da cabeça, do coração e das mãos
  • Entrega do protótipo da visão

Comprometimento

A jornada totaliza 70 horas. Está previsto o engajamento semanal de 7 horas distribuídas em:

  • 2 horas de videoconferência (terças-feiras das 19h às 21h)
  • 2 horas de leitura
  • 1 hora de vídeo-aula
  • 1 hora de atividades
  • 1 hora de interação em grupos de cuidado

Esta é uma jornada intensiva que exige comprometimento de tempo e energia. Ela combina entendimento teórico, atividades práticas para assimilação subjetiva do conteúdo, processos ritualizados, movimentos terapêuticos e criação de comunidade. O desenho integrado desses processos têm um fim pretendido que depende do seu engajamento e entrega.

Está incluso

  • acesso à plataforma EAD
  • participação nas videoconferências
  • gravação das vídeo-aulas
  • arquivos em pdf do material para leitura
  • arquivos em pdf e áudios com atividades

Abordagens e referências

A jornada combina novos paradigmas científicos com ciências espirituais e contemplativas. As principais referências são: Pensamento Sistêmico, Teoria U, Ecologia Profunda, Paradigma Regenerativo, Fenomenologia, Antroposofia, Pathwork e Psicologia do Budismo Tibetano.

Baixe o pdf com as referências bibliográficas aqui.

Investimento

980,00 em até 5x sem juros. Inscrições até o dia 03 de Julho. Vagas limitadas.

Há a possibilidade de bolsas parciais. Se o valor for um impedimento para a sua participação, não hesite em entrar em contato.

Entre em contato

Facilitação

Juliana Diniz é cientista social com ênfase em antropologia e facilitadora certificada do Gaia Education. Atua como educadora e consultora no IDR, e também como acompanhante terapêutica de base antroposófica. Fundamentada na fenomenologia, antroposofia, ecologia profunda e pensamento sistêmico, alinha o desenvolvimento humano com a perspectiva evolucionária da Terra. Contribui com organizações e projetos a partir da perspectiva integral da regeneração ao facilitar processos de inovação social.

Neste episódio você pode conhecer um pouco sobre a minha trajetória pessoal e profissional. Ouça no seu app favorito.

Felipe Tavares é educador e consultor em desenvolvimento regenerativo, agroecologista e engenheiro ambiental. Fundamentado na visão sistêmica da vida e no pensamento regenerativo trabalha para a evolução da sustentabilidade rumo a uma integração com a inteligência dos sistemas vivos. Auxilia projetos e organizações a realizarem o seu maior potencial ao buscarem a sua participação apropriada no local em que estão inseridas. Autor do livro O Chamado para a Liderança Regenerativa (2019, Editora Bambual).