O avanço do paradigma regenerativo

A regeneração — em sua multiplicidade — está florescendo e ganhando importância em um ritmo muito mais acelerado do que poderíamos prever.

Alguns sinais nos mostram que a narrativa regenerativa quebrou barreiras culturais significativas e continua despertando o interesse em diferentes espaços.

A publicação do livro Design de culturas regenerativas em 2019 pela Editora Bambual e sua rápida aceitação pelo público ampliou consideravelmente o alcance do movimento no Brasil.

A discussão cresceu impulsionada por entusiastas como nós do IDR que publicamos mais de 120 artigos, textos rápidos e podcasts; pelo grupo Design Regenerativo no facebook idealizado pela Flavia Vivacka com quase três mil membros; pelas excelentes comunicadoras do Futuro Possível e mais e mais ativadores que chegam a cada dia.

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Senciência, inteligência e agência

Senciência, inteligência e agência

O amadurecimento humano sentido uma expressão cada vez mais potente da própria humanidade implica o desenvolvimento contínuo e harmônico de três naturezas distintas de capacidades — senciência, inteligência e agência pessoal.

Senciência diz respeito à percepção ampliada do entorno e à autopercepção consciente. É sobre perceber e sentir o mundo — inclusive o mundo interno próprio e o mundo interno de outras pessoas — com os sentidos físicos e sutis. Inclui qualidades como atenção plena e calma interior, escuta profunda e observação aberta, sensibilidade e cuidado, empatia e compaixão.  Continue reading →

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Autotransformação a serviço da transformação sistêmica

Autotransformação a serviço da transformação sistêmica

Uma das intenções do praticante regenerativo é a de “tornar-se um atualizador de sistemas” — engajar o trabalho de desenvolvimento pessoal a serviço da transformação sistêmica. 

Esse princípio nos orienta na busca por uma participação apropriada em nossos contextos e traz importantes insights sobre onde buscar sentido e propósito. Continue reading →

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A maior riqueza humana

A maior riqueza humana

A maior riqueza humana é pertencer a uma comunidade vibrante e amorosa.

Uma comunidade é um grupo de pessoas que se preocupam genuinamente com o bem estar uns dos outros.

É uma oportunidade para praticar o cuidado desinteressado e enxergar no outro os seus próprios desajustes.

É um espaço de crescimento e autorrealização, de regozijo e do trabalho árduo de diluir o ego-vivente.

Estar em comunidade é um privilégio e uma penitência.

É um círculo de fortalecimento dos seus valores e de experimentação da sua própria fragilidade.

É um exercício de apoio mútuo e uma prática de expansão das nossas capacidades sensoriais.

Uma comunidade vibrante e amorosa é uma oportunidade para sermos humanos juntos de um jeito diferente.

É a prática do nosso ser relacional.

É uma oportunidade para interser.

Foto: Rita Vicari

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Aprender diferente

Aprender diferente

E se os instantes antes de entrar em um espaço de aprendizagem forem parecidos com os de adentrar um templo ou uma bela paisagem?

E se a qualidade mental que nós levarmos para aprender for de calma, abertura e humor?

E se as relações estabelecidas em um espaço de convivência forem de gentileza, confiança, incentivo e apoio mútuo? Continue reading →

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Inconsciente criativo

Inconsciente criativo

“Os poetas são criaturas adoráveis no campo, mas ameaçadores na linha de montagem.” 

— Rollo May

A criatividade tem uma relação íntima com o inconsciente. Rollo May, no livro A coragem de criar, diz que não há o inconsciente em si, mas dimensões subconscientes e pré-conscientes da experiência. Nessas dimensões reside o potencial de conhecimento e de ação que a pessoa desconhece. Esse potencial é a fonte da criatividade. 

Dessa forma, a exploração dos fenômenos do inconsciente se relaciona diretamente e de modo fascinante com o processo criativo. No entanto, os fenômenos irracionais do inconsciente constituem uma ameaça à ordem mecanizadora do mundo que requer ordem, uniformidade, previsibilidade. A potencialidade recebida das profundezas da mente não combina com a apologia moderna à ciência dura e à eficácia técnica. Continue reading →

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Criatividade

Criatividade

O processo criativo envolve a reconciliação de muitos paradoxos: ação e espera, controle e renúncia, comprometimento total e ausência de esforço, tomada súbita de consciência e suavidade no fazer. A criatividade é a ação através da inação. Não é o ato de fazer em si, mas de permitir que algo ocorra por intermédio. É sustentar um estado relaxado e receptivo, e ser passagem.

Criativo é sinônimo de novo. Só é possível acessar o novo desarmando-se frente o desconhecido. A criatividade não é a composição ou reordenação do velho, mas a manifestação do até então impensável — do encontro do conhecido com o desconhecido. Rollo May, no livro A coragem de criar, diz que a coragem criativa é a descoberta de novas formas, símbolos, padrões e narrativas segundo os quais uma nova sociedade pode ser construída. 

Nesse sentido, a necessidade de coragem criativa nas pessoas é proporcional ao grau de mudança que é necessária ao mundo. Ela é alimentada pela fúria contra a injustiça presente na sociedade. As pessoas criativas são rebeldes porque se revoltam contra a disfuncionalidade do status quo e não se rendem ao script de sucesso que lhes é oferecido. Elas sabem que o novo costuma ser rejeitado, que a humanidade é letárgica e que elas estão a frente do seu tempo. 

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Coragem para habitar o limbo

Coragem para habitar o limbo

Vivemos no limbo entre a morte de uma época e o nascimento de uma nova era que ainda não começou. É preciso coragem para viver nesse tempo-espaço porque nós estamos acostumados a fugir ante a iminência do desmoronamento das estruturas convencionais e a nos acovardar com a perda do conhecido. A paralisia, a inércia e a apatia, em momentos decisivos, são nossas velhas companheiras.

Mas abrir mão de participar da criação do futuro é subutilizar a qualidade distintiva do ser humano influenciar o entorno por meio da escolha consciente. Participar conscientemente, lançar mão da coragem necessária para sustentar escolhas autênticas e assumir a responsabilidade de influenciar o curso evolutivo do mundo quando ele se apresenta disfuncional é o que nos torna humanos. 

Para tanto, é inevitável atravessar a angústia existencialista de viver no limbo entre o que existe e o que devemos dar nascimento. Não há como evitar o desconforto de adentrar na terra de ninguém onde não há trilhas feitas e da qual ninguém voltou para nos servir de guia. Viver no futuro emergente é saltar no desconhecido. Exige uma coragem sem precedentes. Existencialistas como Nietzsche e Sartre dizem que a coragem não é a ausência do desespero, mas a capacidade de seguir em frente apesar dele. 

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Compartilhar perguntas e causalidade mútua

Compartilhar perguntas e causalidade mútua

Quando questionada sobre como devemos nos posicionar no mundo e o que devemos fazer de útil, Joanna Macy disse:

“Eu não sei o que você deve fazer, divida essa questão com um grupo de pessoas.”

Para ela, o que deve ser feito precisa, antes, ser desenhado junto com uma comunidade. Afinal, este é o ‘nosso’ mundo e não apenas o ‘meu’ mundo.

Na sequência, quando questionada sobre como mudar o mundo, ela responde:

“Não queira mudar o mundo, faça algo que você ame.”

Para amar a vida é suficiente fazer algo em grupo como demonstração do nosso amor em simplesmente poder participar dessa grande aventura cósmica, planetária e humana. Continue reading →

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#18 A nossa relação com o tempo

Ouça no seu app favorito.

O momento singular que vivemos em decorrência da pandemia nos colocou em uma outra relação com o tempo.

Mas o que é o tempo? Por que aprofundar nesta discussão é importante?

Como revelar nuances coloniais e estruturas dominadoras no entendimento dominante sobre o tempo?

Como outras perspectivas sobre o tempo pode nos ajudar a ganhar autonomia sobre as nossas próprias vidas?

Perguntas como essas permearam a nossa conversa com o Gustavo Nogueira, fundador da Torus Laboratório do Tempo.

Vamos?

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