Juliana Diniz

Por meio da união entre educação e cura trabalho para a emergência de culturas regenerativas que promovam saúde pessoal e planetária.
Por meio da união entre educação e cura trabalho para a emergência de culturas regenerativas que promovam saúde pessoal e planetária.
Os mais populares do ano

Os mais populares do ano

Nós temos muito o que agradecer. Este foi um ano de muitos encontros e conexão. Temos a sensação de ter construído uma base sólida na qual podemos nos apoiar com firmeza no ano que chega. E isso só foi possível com o envolvimento de muitas pessoas.

Estamos felizes com o crescimento do movimento regenerativo e, definitivamente, você faz parte disso.

Muito obrigado a você que se conectou, que se inspirou com um texto, que compartilhou uma ideia ou que fez um comentário apropriado. Muito obrigado a você que recebeu o nosso trabalho de coração aberto, que nos apoiou e nos incentivou a caminharmos com mais firmeza.

Entrando no clima de retrospectiva, deixamos uma lista com os nossos conteúdos mais populares.

Artigos mais populares de 2019

  1. As principais características do pensamento sistêmico
  2. Como vemos o mundo?
  3. Separação entre natureza e cultura — a base do pensamento moderno
  4. O papel da visão de mundo na construção de uma sociedade viável
  5. As três dimensões da Grande Virada
  6. Uma nova visão histórica da Terra e da humanidade
  7. Descolonizar é preciso
  8. As três linhas de trabalho do desenvolvimento regenerativo
  9. O caminho das organizações regenerativas
  10. Desenvolvimento regenerativo, uma evolução na discussão em sustentabilidade

Podcasts mais populares de 2019

  1. Pensamento Holonômico | com Maria Moraes
  2. Liderança, risco e ciências holísticas | com Juliana Schneider
  3. Crise e regeneração | com Eduard Muller
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Por que não mudamos?

Por que não mudamos?

“A psicologia do indivíduo corresponde à psicologia das nações. As nações fazem exatamente o que cada um faz individualmente; e do modo como o indivíduo age a nação também agirá. Somente com a transformação da atitude do indivíduo é que começará a transformar-se a psicologia da nação. Até hoje os grandes problemas da humanidade nunca foram resolvidos por decretos coletivos, mas somente pela renovação da atitude do indivíduo.” —  Carl Gustav Jung

Nós temos uma pequena janela de tempo para fazer mudanças significativas antes de entrarmos em um curso irreversível de mudança climática que abalará o planeta e a humanidade de maneiras imprevisíveis. O relatório de 2018 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas alertou que tínhamos cerca de 12 anos para fazermos mudanças massivas que poderiam impedir os impactos altamente destrutivos e irreversíveis da mudança climática. 

E por que ainda não as temos feito? Há uma razão pela qual tem sido muito difícil encontrar soluções para os desafios globais e estarmos vivendo tamanhos retrocessos em relação à questão ecológica, econômica, social e política. A dificuldade que temos em superar os desafios que se apresentam se deve à resistência que temos em enfrentar as causas mais profundas que se escondem atrás de tamanha ignorância e destrutividade. A situação global é uma projeção da devastação de nossas paisagens internas espelhando o que devemos urgentemente olhar dentro de nós.

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Qual o propósito da humanidade?

Qual o propósito da humanidade?

“A razão da vida é fazer mais vida. A razão da vida é trazer mais vida para tudo o que é para tornar o universo cada vez mais vivo. A vida está se desdobrando cada vez mais. E o ponto — e este é apenas um modo de ver as coisas — é fazer parte do crescente florescimento da vida.” — Charles Eisenstein

Dominar a matéria e rebaixar a natureza?

“O mundo não é um problema a ser resolvido; é um ser vivo ao qual pertencemos. O mundo é parte de nós mesmos e nós somos parte de sua totalidade de sofrimento. Até chegarmos à raiz de nossa imagem de separação, não pode haver cura. E a parte mais profunda de nossa separação da criação está em nosso esquecimento de sua natureza sagrada que também é nossa própria natureza sagrada. — Llewellyn Vaughan-Lee

Fomos acostumados a acreditar que o papel da humanidade sobre a Terra era explorar essa fonte supostamente infindável de recursos. Acreditamos que deveríamos nos distanciar da natureza para nos aproximarmos da cultura cuja expressão maior seria o desenvolvimento industrial e tecnológico. Ao explorar e dominar a natureza ficaríamos imunes aos seus riscos e desfrutaríamos de segurança e conforto.

Isso foi cientificamente justificado pelo paradigma materialista que entendeu o big bang como acidente e a existência humana como acaso legitimando a crença de que, por sorte da evolução, somos um corpo físico com capacidades cognitivas sofisticadas e, por isso, superiores a tudo.

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Da história da separação à história do interser

Da história da separação à história do interser

[Este texto é parte do material de apoio da jornada Em busca da Visão – propósito pessoal a serviço de Gaia cuja versão online será lançada no começo de 2020]

“O mundo hoje, globalizado, tecnocrático, pragmático e vertiginoso, sofre de uma sequência acumulada de crises cada vez mais agudas que, no fundo, são a expressão de uma crise geral ou estrutural, uma crise de civilização.” — Victor Toledo e Narciso Barrera-Bassols

Da sociedade de crescimento industrial à sociedade que sustenta a vida, do Antropoceno ao Ecozóico, da consciência ego-sistêmica à consciência eco-sistêmica… Através de todas essas formas de contar a história da transição que vivemos hoje vemos a necessidade de superação da história da separação pela história do interser.

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Da consciência ego-sistêmica à consciência eco-sistêmica

Da consciência ego-sistêmica à consciência eco-sistêmica

[Este texto é parte do material de apoio da jornada Em busca da Visão – propósito pessoal a serviço de Gaia cuja versão online será lançada no começo de 2020]

“No estado presente das coisas, a sobrevivência da humanidade depende de que as pessoas desenvolvam uma preocupação sincera com toda a humanidade e não apenas com sua própria comunidade ou nação. A realidade da nossa situação nos impele a agir e a pensar com mais clareza. A mentalidade estreita e o pensamento autocentrado podem ter nos servido bem no passado, mas hoje só poderá nos levar ao desastre.” — Joanna Macy

Otto Scharmer, professor titular do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e co-fundador do Presencing Institute, também entende que vivemos um processo de transição de histórias e de consciências. Para ele, é fundamental e inevitável a aceleração de mudanças de paradigma e, mais profundamente, a mudança de uma consciência ego-sistêmica para uma consciência eco-sistêmica.

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Saúde pessoal e saúde planetária

Saúde pessoal e saúde planetária

Como permanecer são em um mundo que queima?

Não há nada que façamos que não afete a integridade da Terra. 

Mais do que afetar, nós nos tornamos uma força que está alterando dramaticamente a estrutura e o funcionamento do planeta.

O comprometimento da saúde planetária está diretamente relacionado à saúde pessoal. 

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Do Antropoceno ao Ecozóico

Do Antropoceno ao Ecozóico

[Este texto é parte do material de apoio da jornada Em busca da Visão – propósito pessoal a serviço de Gaia cuja versão online será lançada no começo de 2020]

A grande obra de cada tempo histórico

“Todos nós temos nosso trabalho particular. Temos uma variedade de ocupações. Mas além do trabalho que desempenhamos e da vida que levamos, temos uma Grande Obra na qual todos estamos envolvidos e da qual ninguém está isento: é a obra de deixar uma Era Cenozóica terminal e ingressar na nova Era Ecozóica na história do planeta Terra.” —  Thomas Berry

Para Thomas Berry, acadêmico da Terra como gostava de ser chamado, cada época histórica tem a sua grande obra. A grande obra do Paleolítico foi a expansão humana a partir da África. Este processo esteve associado à criação de linguagem, rituais e estruturas sociais pelas comunidades caçadoras-coletoras. A grande obra do Neolítico foi o estabelecimento de comunidades agrícolas em territórios socioecológicos cujas paisagens foram manejadas através da prática extrativista e agrícola. 

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Da sociedade de crescimento industrial à sociedade que sustenta a vida

Da sociedade de crescimento industrial à sociedade que sustenta a vida

[Este texto é parte do material de apoio da jornada Em busca da Visão – propósito pessoal a serviço de Gaia cuja versão online será lançada no começo de 2020]

“A característica mais marcante deste momento histórico não é que estamos a caminho de destruir nosso mundo — na verdade, estamos neste caminho há algum tempo. É que estamos começando a despertar de um sono de milênios para um relacionamento totalmente novo com o nosso mundo, com nós mesmos e com os outros.” — Joanna Macy

A sociedade de crescimento industrial fez das pessoas engrenagens na roda da produção e do consumo e está devastando os recursos limitados da natureza. Ela nos isolou do mundo natural e nos fez perder a percepção de nossa conexão com todos os seres. Mais ainda, ela nos fez esquecer que nós somos a própria Terra tomando consciência de si mesma. A visão analítica e mecânica característica dessa sociedade obscureceu a visão holística e orgânica dos fenômenos impedindo-nos de ver a vasta e complexa rede de relações interdependentes de todos com tudo.

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Entre histórias

Entre histórias

[Este texto é parte do material de apoio da jornada Em busca da Visão – propósito pessoal a serviço de Gaia cuja versão online será lançada no começo de 2020]

“É tudo uma questão de histórias. Nós estamos em problemas agora porque não temos uma boa história. Nós estamos entre histórias. A velha história, e a forma como nos encaixamos nela, não é mais efetiva. Mas nós ainda não aprendemos a nova história.” — Thomas Berry

Sabemos que abaixo dos sintomas do mundo — da violência assistida contra a natureza, o outro e nós mesmos — há estruturas de organização, paradigmas de pensamento e estados de consciência particulares. Essa dimensão oculta do iceberg abarca as narrativas e histórias que nos orientam no mundo. Nós as reproduzimos inconscientemente e nos movemos através das crenças, valores e visão de mundo que elas informam e que nos foram introjetados desde que nascemos.

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Transformação pessoal e mudança social

Transformação pessoal e mudança social

O desafio do nosso tempo é assumir 100% de autorresponsabilidade e 100% de engajamento social

“Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.” — Eduardo Galeano

Muitos de nós temos o desejo sincero de transformar o mundo. Mas poucos de nós incorporamos a verdade de que a mudança dos sistemas sociais só é possível quando somos capazes de transformar, antes, o nosso lugar e comunidade e, ao mesmo tempo, a nós mesmos.

A transformação pessoal e a mudança social são interdependentes. O autoconhecimento, o autodesenvolvimento e a autotransformação são necessários na medida em que servem à mudança social. Se não, eles acabam se tornando um meio de enclausuramento pessoal associado à satisfação do auto-interesse desconectado dos outros e do mundo. 

Do mesmo modo, a mudança social só é legítima através da transformação pessoal de padrões de pensamento, reações emocionais e comportamentos limitantes que comprometem a saúde das comunidades humanas e dos sistemas vivos.

E a condição que abre caminhos para a transformação pessoal e mudança social é a crise. A intensidade da crise é inversamente proporcional ao grau de responsabilidade que assumimos frente a ela. Em outras palavras, quanto menor a resistência e maior o engajamento no seu enfrentamento, menos intensa a crise.

Na autotransformação, mais do que na mudança social, é onde temos maior autonomia e podemos assumir maior responsabilidade. Mas também é onde encontramos as maiores dificuldades. 

Vivemos em uma sociedade patriarcal que glorifica a conquista enquanto condena o trauma e a dor, e que celebra a previsibilidade e o controle enquanto rechaça a incerteza. Com esse pano de fundo, as crises pessoais e sociais encharcadas de trauma, dor e incerteza são comumente negadas por serem vistas como ameaças. Essa perspectiva, presente no consciente e inconsciente coletivo, nos mantém indispostos à transformação pessoal e inseguros em relação ao nosso poder de intervenção na dinâmica social.

No entanto, quanto menos assumimos nossa responsabilidade enquanto agentes de transformação em um mundo em transição que clama pela nossa participação, mais as crises de intensificam. Afinal, a crise é o convite para a revelação de um potencial que deve emergir. Ela só desaparece quando um potencial, antes desconhecido, é revelado.

Os picos de biodiversidade acontecem no planeta após sérias crises nas condições climáticas adequadas à sobrevivência da maioria das espécies. Inspirados na inteligência da natureza, nós somos chamados a ver as crises como oportunidades para desenvolvermos resiliência criativa ao manifestar novas formas de pensar, sentir, agir, ser e se relacionar. 

Já é hora de pararmos de recriar trauma ao redor devido à nossa incapacidade de enfrentar o sofrimento pessoal e as mudanças de comportamento que daí devem nascer. Já é hora de superarmos o hábito imaturo de terceirizar as decisões, soluções e responsabilidade pela nossa saúde pessoal e pela saúde planetária.

A situação atual do planeta e da humanidade é resultado da soma das pequenas decisões tomadas por cada um a todo o tempo. Parafraseando o ativista político Eldridge Cleaver, se não somos parte da solução, somos parte do problema. O planeta arde nas chamas provocadas pelo nosso silêncio apático na construção de um outro mundo possível. Façamos a diferença, sejamos a solução — começando já.

“Todos nós temos o que precisamos para fazermos o que queremos acontecer.” — John Hardman

[Este texto é parte do material de apoio da jornada Em busca da Visão – propósito pessoal a serviço de Gaia cuja versão online será lançada no começo de 2020]

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Se este texto fez sentido para você, participe conosco da aula online gratuita Autotransformação & Transformação Sistêmica no dia 17/09 (terça-feira) das 19h às 20h30. Cadastre-se aqui.

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