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Seja a resistência

Seja a resistência

Ser a resistência é se recusar a aceitar ou consentir com hábitos, práticas e ideologias perigosas. É se lembrar de defender o óbvio e não normalizar o absurdo.

Ser a resistência é se opor a ideia de que o planeta e todas as espécies servem às vontades dos seres humanos. É desafiar o uso utilitarista da natureza e reconhecer os direitos da Terra e de todos os seres.

É rejeitar o consumismo e a idéia absurda de crescimento industrial infinito. É se opor ao vício de poder, ao assalto à democracia e a afronta aos direitos das minorias.

Ser a resistência é se opor a objetificação da mulher, ao racismo e à exploração de pessoas. É lutar por uma sociedade de igualdade e de direitos.

É rechaçar duramente o lucro com as guerras, com as doenças, com a fome e os desastres. É ir contra o oportunismo amoral da indústria armamentista, farmacêutica e de alimentos.

É se recusar a alimentar o jogo da intolerância, ignorância e violência. É não aceitar discursos de ódio e ataques ao direito de existir.

Ser a resistência é, antes de mais nada, defender os direitos humanos universais. É se posicionar e não fugir de conversas difíceis. É se ver no outro e estar lá para o que é certo.

Resista.

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A regeneração é um paradigma — o que isso quer dizer?

A regeneração é um paradigma — o que isso quer dizer?

A regeneração é um paradigma fruto de uma visão de mundo particular, a visão de mundo dos sistemas vivos.

Como visão de mundo entenda uma forma particular de enxergar, entender e se relacionar com o contexto em que estamos inseridos. Para tanto, é necessário um conjunto específico de ferramentas capazes de materializar esta visão particular. Este conjunto de ferramentas é o paradigma associado.

Sendo um paradigma, a regeneração é fundamentada em conceitos e crenças particulares sobre como o mundo funciona.

Entre eles está a percepção de que todos os seres vivos são únicos e se organizam de forma aninhada com outros sistemas vivos maiores.

E também o pressuposto de que todo organismo vivo possui, a partir de suas características únicas, um potencial inerente capaz de beneficiar o sistema maior a que pertence.

Desta forma, temos que a regeneração só acontece a partir de uma relação de reciprocidade onde uma entidade viva realiza um papel capaz de gerar saúde e vitalidade para o sistema em que está inserida e que, por sua vez, é beneficiada por este sistema maior.

Assim, o paradigma regenerativo não é uma forma prescrita de se fazer as coisas. É um processo que requer educação e desenvolvimento onde aprendemos a ver o mundo com novos olhos.

O desenvolvimento regenerativo nos serve, então, oferecendo quadros conceituais que orientam nossos pensamentos de forma a alinhar as atividades humanas com a inteligência dos sistemas vivos.

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