Juliana Diniz

Através da conciliação entre desenvolvimento humano e social e a inteligência dos sistemas vivos, facilito processos de aprendizagem e transformação pessoal e coletiva que promovam a saúde planetária e protejam a memória biocultural da Terra.
Através da conciliação entre desenvolvimento humano e social e a inteligência dos sistemas vivos, facilito processos de aprendizagem e transformação pessoal e coletiva que promovam a saúde planetária e protejam a memória biocultural da Terra.

Um plano de ação significativo (e possível)

Foto: Luis Eusebio

Entrar em um novo ciclo costuma despertar o desejo de planejar, organizar e definir metas.

Avaliar e projetar são capacidades humanas essenciais. Desde sempre, na história da humanidade, são elas que nos permitem sobreviver e nos mover no mundo porque nos ajudam a perceber onde estamos e a orientar para onde queremos ir.

Em momentos de transição de ciclo, como o início de um novo ano, e em uma sociedade produtivista, o desafio é não reduzir esse movimento a um planejamento estreito: metas estressantes, objetivos desconectados do contexto ou do momento e medidas que pouco dizem sobre a vida que estamos vivendo.

Quando planejar vira apenas “chegar lá” ou responder a pressões externas, ele deixa de ser suporte e passa a gerar ansiedade e desconexão.

Por isso, queremos te convidar a experimentar outra forma de avaliar e projetar — uma que integra estratégia, contexto e propósito, inspirada no funcionamento dos sistemas vivos. A partir do framework dos Níveis de Trabalho, olhamos para quatro dimensões que coexistem em qualquer prática viva: operar, manter, aprimorar e regenerar.

Essa lente nos ajuda a sair da lógica de desempenho e validação e a entrar em um movimento mais amplo de cuidado, aprendizagem e contribuição. Não se trata de reduzir ambições, mas de ganhar precisão: entender melhor o terreno em que pisamos em cada momento e que capacidades precisam ser desenvolvidas para sustentar nossas práticas ao longo do tempo.

Em vez de perguntar “o que eu preciso atingir?”, nos perguntamos:

  • Que tipo de vida quero que essa prática sustente?
  • Que capacidades preciso desenvolver para que minha prática responda às mudanças sem perder sua razão de ser?
  • Que objetivos manterão minha prática energizada, viável e em evolução?

Nosso próximo workshop Da operação à inovação — Construindo um plano de ação sistêmico é um convite para você se conectar à sua prática, identificar prioridades em cada nível de trabalho e construir um plano de ação estratégico e possível para o próximo ciclo.


WORKSHOP: Da operação à inovação
Construindo um plano de ação sistêmico
10 de fevereiro, terça, 19h às 21h30

Participe se inscrevendo no Círculo Regenerativo.
Cancele a sua subscrição de forma simples e quando quiser.

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Considerar o outro verdadeiramente

Considerar o outro verdadeiramente

Existe algo melhor do que sentir e poder contar com o entusiasmo e engajamento das pessoas?

Seja numa relação familiar, comunitária, de parceria de qualquer tipo ou de trabalho, a motivação das pessoas é um dos “recursos” mais preciosos. É o que possibilita fazermos coisas significativas juntos.

Mas apesar de muito valorizado e desejado, raramente ele é bem cuidado e nutrido.

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O novo nasce sozinho, não precisa ser criado

Foto: Alex Hockett

Há um consenso entre grandes referências que atuam no campo social e do desenvolvimento organizacional de que uma intervenção pode ser transformadora se estiver apoiada no potencial latente dos sistemas, indivíduos, encontros, organizações, lugares.

Para Otto Scharmer, da Teoria U, trata-se de sustentar a atenção no campo do futuro emergente, algo que possibilita um fluxo de inteligência coletiva e cocriação.

Para o Regenesis e a Carol Sanford, o potencial inerente dos sistemas vivos em contribuírem de forma única aos todos de que fazem parte é o princípio que orienta toda a sua trajetória de desenvolvimento — e com o qual temos de nos conectar para apoiar o desenvolvimento das pessoas, suas iniciativas e territórios.

Allan Kaplan é enfático ao dizer que o trabalho do profissional do desenvolvimento deve ser o de “permitir que o processo do próprio organismo social evolua com integridade e justeza”, criando as condições favoráveis para isso.

Autonomia. Autodeterminação. Se colocar a serviço da vida. Conectar-se com o futuro emergente. Apoiar processos autônomos de desenvolvimento. Ver potencial genuíno além da condição aparente. Continue reading →

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Criando condições propícias ao desenvolvimento

No primeiro encontro do Programa de Desenvolvimento do Profissional de Impacto trabalhamos a ideia de resourcing — ser recurso a serviço do desenvolvimento da vida.

Para Carol Sanford, resourcing é a prática de colocar-se como recurso para que o outro — pessoa, organização ou sistema — acesse e desenvolva suas próprias capacidades latentes. Isso implica em criar condições para que ele descubra novos potenciais e fortaleça sua autonomia no processo de desenvolvimento.

Mas como “criar condições” propícias ao desenvolvimento autônomo de sistemas vivos? Continue reading →

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Ética regenerativa

Foto: Theo lonic

A pergunta que move o praticante regenerativo é: como me tornar recurso para o desenvolvimento da vida nessa situação?

A atuação do praticante nessa direção exige mais do que a intenção, embora ela seja o ponto de partida. Suspender o impulso de oferecer respostas e sustentar o olhar em busca de oportunidades genuínas de desenvolvimento é uma musculatura a ser construída com base em prática e repetição.

Nutrir um espaço fértil de desenvolvimento genuíno e realização de potencial pede que renunciemos a nossas expectativas e opiniões para ajudar o outro a enxergar novos potenciais por si mesmo e a fazer escolhas mais conectadas com seu papel e seu contexto.

Nessa prática, alguns pontos cegos precisam se tornar aparentes: Continue reading →

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Uma perspectiva particular de regeneração

Foto: Carlos Magno

O movimento regenerativo é um campo povoado por diferentes entendimentos, muitos deles associados a uma visão genérica de “um mundo mais ecológico”. O desenvolvimento regenerativo faz parte desse movimento mais amplo e contribui com ele oferecendo uma perspectiva particular de regeneração, partindo da premissa de que “o que faz algo regenerativo em seus efeitos é a aplicação de um pensamento regenerativo”.

Reunimos algumas ideias nesse pequeno texto para compartilhar com você algumas das particularidades do desenvolvimento regenerativo e do tipo de mudança que essa abordagem busca provocar.

Após décadas de estudo dos padrões que sustentam a vitalidade e a evolução dos sistemas vivos, e da observação desses mesmos padrões em territórios e comunidades, o grupo Regenesis propõe a seguinte definição:

Regeneração é a construção de relações sinérgicas entre sistemas humanos e naturais, através das quais os atores e iniciativas locais, a partir de seus papeis singulares, contribuem para a saúde, resiliência e evolução do seu lugar.

Regeneração não é, portanto, um novo nome para sustentabilidade, nem um rótulo para melhorias incrementais. Não se trata de “fazer o bem” ou gerar “impacto positivo”. A regeneração está relacionada à presença e recuperação da vida e da vitalidade de um sistema como um todo, e exige um compromisso com os processos sistêmicos e dinâmicos que acontecem ali. Continue reading →

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Mercado Novo — Uma experiência de regeneração urbana em Belo Horizonte

Flávio Tavares

O Mercado Novo, localizado no centro de Belo Horizonte, tornou-se um exemplo vibrante de regeneração urbana e cultural. Originalmente concebido nos anos 1960 como um centro comercial, o espaço passou décadas subutilizado até que, nos últimos anos, um movimento espontâneo de empreendedores, artistas e coletivos começou a utilizá-lo com um novo propósito.

Antes de se tornar um atrativo turístico e polo de cultura, gastronomia e economia criativa, o Mercado Novo era um espaço pouco conhecido. Diferente do vizinho Mercado Central, que sempre manteve um fluxo intenso de visitantes e turistas, o edifício não alcançou inicialmente o protagonismo esperado. Durante décadas abrigou principalmente gráficas, papelarias e pequenas lojas de atacado, funcionando de maneira discreta, quase invisível na dinâmica urbana da cidade. O envelhecimento do prédio, os estandes vazios e a pouca movimentação fizeram com que ele passasse a ser visto como um espaço degradado.

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Entre o otimismo superficial e o realismo desanimador

Foto: Vincent Van Zalinge

Recentemente li um desabafo da Nora Bateson em que ela falava da “complexidade e enormidade do emaranhamento sistêmico das situações desta era”.

Na experiência dela, na minha, e imagino que na sua também, é difícil não ficar desmoralizado diante da obscuridade que se apresenta no mundo.

A sensação de estar sem saída e de não estar contribuindo de forma significativa e o desânimo por não ter perspectivas de futuro seguras e animadoras são recorrentes na experiência de quem busca viver e trabalhar com responsabilidade e sentido.

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Objetivos regenerativos

Como gerar um processo em que os objetivos estabelecidos por um projeto impulsionam a evolução dos seus lugares?

Como fazer com que os projetos prosperem mesmo depois da saída dos seus iniciadores?

Nas últimas semanas estivemos trabalhando na Capacitação em Desenvolvimento Regenerativo a importância de tomar o potencial local como fundamento dos projetos. Agora vamos trabalhar as características que devem ter os objetivos de um projeto que pretende contribuir para a regeneração do seu território.

Aproveitamos para postar no blog do IDR um pouco do que estamos discutindo.

Começando pelo potencial local

Identificar o potencial local cria as condições iniciais para o envolvimento dos projetos com os seus lugares. Ver um novo potencial é quase sempre uma fonte de energia, mas aproveitar e investir essa energia para levar um projeto adiante requer o estabelecimento de objetivos estratégicos. É através da definição de objetivos apropriados que ambos, o projeto e o seu lugar, podem realmente evoluir.

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Podcast: A teoria de mudança do desenvolvimento regenerativo

Esse episódio é uma aula onde o Felipe Tavares apresenta a linhagem do desenvolvimento regenerativo, os princípios da regeneração na sua aplicação em projetos e o estudo de caso do Instituto Ecos na Educação que atua na Serra da Canastra. Nesse estudo de caso os princípios da regeneração foram usados como diretrizes de design para apoiar um processo de redescoberta de propósito do Ecos. Continue reading →

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