Inventário do samba em Uberlândia e Araguari

Inventário participativo para reconhecer, valorizar e salvaguardar as diferentes expressões do samba nos municípios de Uberlândia e Araguari

O projeto Inventário e Mapeamento das Expressões do Samba no Triângulo Mineiro é parte de um processo mais amplo de registro para a patrimonialização do samba em Minas Gerais. Este processo está sendo promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) a fim de construir coletivamente a identificação desse bem cultural e mapeamento de sua abrangência ao longo do estado.

Vamos identificar os lugares, mestres, saberes e formas de expressão do samba nos municípios de Uberlândia e Araguari, na região do Triângulo Mineiro, utilizando a metodologia do Inventário Cultural Participativo — uma abordagem que reconhece a comunidade como autora e guardiã de sua própria história.

Mais do que um levantamento, este projeto é uma prática de cidadania e participação social, que reafirma o samba como patrimônio coletivo e memória viva das populações locais.

Datas importantes

17/01/26 - Encontro presencial em Uberlândia
18/01/26 - Encontro presencial em Araguari

Velha Guarda da Tabajara. Foto: Acervo da Tabajara
Mestre Bolinho (João Rodrigues). Foto: João Rodrigues/Arquivo Pessoal
Samba do Seu Zé. Foto: Instagram

Por que isso importa

O samba nasceu da resistência do povo negro, atravessou o tempo e se reinventou em cada canto do Brasil. Apesar dos poucos estudos sobre as expressões do samba em Minas Gerais, sabemos que é uma prática cultural atual em território mineiro, tendo grupos e coletivos em diversas regiões do estado que expressam suas identidades e territorialidades através dos batuques e rodas nos quintais, terreiros, bares, desfiles, entre outros espaços.

Em Minas, a história do samba é vasta, mas ainda pouco conhecida fora da capital. Uberlândia e Araguari possuem uma forte tradição no samba, com conexões históricas com a Congada e outras práticas afro-brasileiras. Mapear, documentar, registrar e valorizar as diferentes expressões deste bem cultural, na região do Triângulo, é um ato de memória, de justiça e de futuro.

Grupo Samba Trio. Foto: Prefeitura de Uberlândia
Grupo Pé de Samba. Foto: Instagram
Terrerão do Samba. Foto: Facebook

Nossos objetivos

Identificar grupos, coletivos, mestres, espaços e práticas associadas ao samba nos municípios de Uberlândia e Araguari.

Subsidiar, com dados qualificados e pesquisas regionalizadas, o processo de patrimonialização do samba em Minas Gerais em andamento no Iepha.

Valorizar e fortalecer o samba no Triângulo Mineiro, proporcionando encontros entre grupos e detentores e espaços de participação social para a construção coletiva do registro deste bem cultural.

Tabajara. Foto: Valter de Paula/SECOM/PMU
Foto: Danilo Henriques/SECOM/PMU
Unidos do Chatão. Foto: g1

Participe

Se você é sambista, mestre, integrante de grupo, ou simplesmente alguém que carrega o samba no coração, este inventário é seu.

Sua história, sua memória e sua voz são fundamentais para que o samba do Triângulo Mineiro seja reconhecido, valorizado e protegido como patrimônio coletivo.

Entre em contato, participe dos encontros e ajude a fortalecer esse movimento. O samba é raiz, é memória e é futuro. Vamos inventariar juntos!

Foto: Samba das Minas
Foto: Samba das Minas
Foto: Samba das Minas

Cronograma

O que são Inventários Culturais Participativos

Os Inventários Culturais Participativos (ICP) são uma metodologia de pesquisa e valorização do patrimônio cultural que coloca a comunidade como protagonista. Diferente de inventários técnicos tradicionais, os ICP não apenas registram dados, mas constroem conhecimento de forma coletiva e dialogada, tendo como principais características:

Protagonismo comunitário: são os próprios detentores dos saberes e práticas que decidem o que é importante ser registrado.

Educação patrimonial: cada etapa é também um processo de formação, em que se aprende sobre memória, identidade, território e cidadania.

Participação social: valorizam o encontro entre diferentes gerações e grupos, fortalecendo laços comunitários.

Flexibilidade metodológica: adaptam-se às especificidades culturais e territoriais de cada localidade.

Dimensão ética: todo registro respeita a autoria e o consentimento dos envolvidos.

Os ICP não têm caráter burocrático de reconhecimento oficial, mas sim formativo e participativo. Eles estimulam a valorização das práticas locais e servem de base para políticas de preservação e salvaguarda do patrimônio, transformando o ato de inventariar em uma experiência viva de pertencimento e valorização das culturas locais.

Foto: Tabajara Sociedade Recreativa
Foto: Tabajara Sociedade Recreativa
Foto: Tabajara Sociedade Recreativa

Quem faz acontecer

O projeto é parte do processo de registro do samba em Minas Gerais, iniciativa do Iepha, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de fomento à cultura, repassados através da Secretaria de Cultura do Estado de Minas Gerais.

A concepção e execução do projeto é feita por equipe que atua no campo do patrimônio cultural. Conta com o apoio direto das comunidades, coletivos e mestres do samba em Uberlândia e Araguari — sem os quais nenhum registro seria possível ou teria sentido.

 

Realização

 

Apoio

 

Equipe

Juliana Diniz
Coordenação, pesquisa e facilitação

Cientista social e antropóloga com experiência nos campos do patrimônio cultural, culturas populares e conhecimentos tradicionais

Michelle Silva
Mobilização, pesquisa e apoio logístico

Técnica administrativa em educação, graduada em pedagogia e direito, com experiência em produção cultural, além de artista e capoeirista

Felipe Tavares
Comunicação, pesquisa e audiovisual

Engenheiro ambiental com experiência em diagnósticos sócio-participativos e gestão de projetos socioambientais