ativismo radical

Como vemos o mundo?

Como vemos o mundo?

O modo como vemos o mundo deve ter centralidade se quisermos agir como ativistas radicais. Nós criamos o mundo a partir de como o enxergamos. Perceber o quê e como enxergamos é tarefa indispensável em direção à construção de um mundo viável.

Este é o quarto texto de uma sequência de cinco artigos que nos convoca a assumir o papel de ativistas radicais a serviço da construção de um mundo possível. A sequência é: Nós somos aqueles por quem esperávamos, O paradoxo do ativismo conservador, O ativismo radical, Como vemos o mundo? e Como as mudanças acontecem?. Acompanhe e assuma a sua identidade enquanto agente de transformação neste mundo em transição.

Coisas versus significados

Apesar da ciência ocidental reivindicar para si o lugar de autoridade sobre a realidade das coisas, o ser humano não vê coisas, mas significados. A todo o momento levamos o nosso pensamento a criar o que achamos que estamos enxergando como a percepção pura das coisas. E enxergar sentido ou significado é diferente de ver coisas. O significado vive entre a percepção pura que os sentidos alcançam e o reconhecimento da mesma.

Nós vivemos em um mundo de significados e atribuímos significado ao mundo. A maneira como a humanidade apreende os fenômenos da vida é organizando, através da atividade do pensamento, as informações que chegam pelos sentidos. O mundo, consequentemente, vive entre nós e o que parece estar lá fora. Ele surge da conversa entre a experiência e a atribuição de sentido. Criamos o mundo através do sentido que atribuímos a ele.

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O ativismo radical

O ativismo radical

A radicalidade do ativismo está em assumir a transformação de si mesmo e do seu modo de enxergar como a mudança que o mundo precisa

Este é o terceiro texto de uma sequência de cinco artigos que nos convoca a assumir o papel de ativistas radicais a serviço da construção de um mundo viável. A sequência é: Nós somos aqueles por quem esperávamos, O paradoxo do ativismo conservador, O ativismo radical, Como vemos o mundo? e Como as mudanças acontecem?. Acompanhe e assuma a sua identidade enquanto agente de transformação neste mundo em transição.

O ativismo reúne aquilo que há de mais essencial no ser humano: a consciência, a liberdade e a responsabilidade.Todos nós somos potenciais ativistas já que a prática ativista significa intervir na realidade em consequência do nosso poder de fazer escolhas conscientes sobre para onde queremos que o mundo caminhe.  

No entanto, a humanidade tem fortes tendências ao conservadorismo porque aprendemos a inventar justificativas para os nossos comportamentos. Queremos a mudança lá fora sem ter que enfrentar o desconforto de desconstruir e reconstruir quem somos. Julgamos as pessoas por suas ações, mas queremos ser julgadas por nossas intenções.

O ativismo radical, na contramão do conservadorismo, entende que qualquer comportamento que precise ser justificado é, por definição, condenável. A sua radicalidade está no fato de que a transformação de si mesmo e de seu modo de enxergar é a mudança que quer ver no mundo.

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O paradoxo do ativismo conservador

O paradoxo do ativismo conservador

O ativismo conservador é feito por aqueles que, apesar de trabalharem por um mundo melhor, fracassam em se tornarem melhores pessoas

Este é o segundo texto de uma sequência de cinco artigos que nos convoca a assumir o papel de ativistas radicais a serviço da construção de um mundo viável. A sequência é: Nós somos aqueles por quem esperávamosO paradoxo do ativismo conservador, O ativismo radical, Como vemos o mundo? e Como as mudanças acontecem?. Acompanhe e assuma a sua identidade enquanto agente de transformação neste mundo em transição.

Compartilhamos coletivamente a crença de que há poucas pessoas que são capazes de mudar o mundo e que nós não somos essas pessoas. Acreditamos que essas pessoas são os governantes que estão no exercício do poder. E também que há exceções, pessoas loucas, que desafiam esses governantes e acreditam, utopicamente, em um outro mundo possível.

Dentre esse grupo de idealistas que acreditam poder transformar o mundo, diante o qual sentimos não pertencer, podemos identificar dois subgrupos: os ativistas conservadores e os ativistas radicais.

O ativismo conservador é aquele conduzido por pessoas com boa intenção, mas com uma fidelidade inconsciente ao paradigma que se está tentando superar. É o caso daqueles sujeitos e movimentos que resumem a mudança social a um conceito e lutam para que esse conceito se torne a ordem das coisas.

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Nós somos aqueles por quem esperávamos

Nós somos aqueles por quem esperávamos

Já é hora de superarmos a nossa apatia e assumirmos o nosso papel na criação do mundo em que queremos viver

Este é o primeiro texto de uma sequência de cinco artigos que nos convoca a assumir o papel de ativistas radicais a serviço da construção de um mundo viável. A sequência é: Nós somos aqueles por quem esperávamos, O paradoxo do ativismo conservador, O ativismo radical, Como vemos o mundo? e Como as mudanças acontecem?. Acompanhe e assuma a sua identidade enquanto agente de transformação neste mundo em transição.

O sistema político está entregue ao sistema econômico e este, por sua vez, está dissociado do mundo natural – sua única fonte de legitimidade e valor. Temos, então, um espaço social aberto para ações revolucionárias. Mas, muitos de nós, secretamente, temos uma certa nostalgia de regimes autoritários e daquelas ações governamentais impetuosas que, no imaginário coletivo, eram capazes de “resolver os problemas da sociedade”.

Temos saudades de uma vida mais restrita porque fomos acostumados a não acreditar em nosso potencial transformativo. Desejar um mundo melhor sempre foi considerado uma transgressão em um contexto em que se acredita que somos pequenos demais para promover mudanças sociais.

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