Mês: janeiro 2019

Terra, mosaico de biorregiões

Terra, mosaico de biorregiões

Ao longo da vida construímos a imagem da Terra como um bloco monolítico de superfície plana. Dificilmente conseguimos ter viva a imagem de estarmos gravitacionalmente conectados à superfície de um organismo superdiverso que dança no vazio cósmico.

A Terra não é um bloco. É um conjunto de regiões altamente diferenciadas e articuladas entre si. E cada um de nós fazemos parte de alguma de suas paisagens. Inevitavelmente, o lugar onde estamos é parte do que somos. Reciprocamente, alguma biorregião depende da nossa participação apropriada na sua ecologia.

Nesse sentido, o senso de não-pertencimento que alguns de nós carregamos está relacionado diretamente com a nossa falta de identificação com um lugar, uma paisagem, uma biorregião da qual somos parte. A qual biorregião você pertence?

O que são biorregiões?

A formação geológica, as condições climáticas e as formas de vida particulares que se expressam em um determinado lugar compõe o que chamamos de biorregiões. A Terra é um mosaico de biorregiões.

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Posted by Juliana Diniz in Artigo, 0 comments
Projetos que se tornam legados

Projetos que se tornam legados

Se o seu objetivo é criar um projeto de impacto positivo, não comece pelo projeto em si, comece pelo lugar que ele ocupa.

A sustentabilidade de um sistema vivo está ligada diretamente com a sua integração benéfica com o sistema maior de que faz parte.

Assim, no início de um projeto regenerativo a nossa atenção está toda voltada para o lugar.

Desta forma, a primeira tarefa que temos é uma investigação que nos oriente no entendimento deste lugar.

Quais as suas características únicas, como se dão os seus relacionamentos? Qual a vontade desse lugar? Qual a sua essência, o seu espírito?

Nessa investigação dois conceitos são fundamentais: aninhamento e interdependência.

Estar aninhado significa que existe um padrão de organização de sistemas dentro de sistemas e um interesse mútuo entre esses diferentes níveis baseado nas energias que são trocadas através deles.

Se a saúde de um nível se deteriora a saúde dos demais níveis são afetadas. Perceba como a deterioração dos rins, por exemplo, reflete no corpo todo.

Se nós quisermos criar projetos que são regenerativos então teremos que entender os sistemas que eles estão aninhados pois são estes sistemas que nós iremos regenerar.

Desta perspectiva, o potencial que emerge do lugar advém do relacionamento entre o que torna um lugar único e o valor que esta singularidade pode levar para o sistema maior em que ele está aninhado.

Assim, a busca primordial do desenvolvimento regenerativo é revelar um papel singular que seja capaz de contribuir significativamente para a saúde do lugar em questão.

Desta forma, temos projetos que se tornam indispensáveis para a comunidade de vida local.

Projetos que se tornam legados e fonte de inspiração.

Posted by Felipe Tavares in Texto rápido, 0 comments