Mês: setembro 2018

A regeneração é um paradigma — o que isso quer dizer?

A regeneração é um paradigma — o que isso quer dizer?

A regeneração é um paradigma fruto de uma visão de mundo particular, a visão de mundo dos sistemas vivos.

Como visão de mundo entenda uma forma particular de enxergar, entender e se relacionar com o contexto em que estamos inseridos. Para tanto, é necessário um conjunto específico de ferramentas capazes de materializar esta visão particular. Este conjunto de ferramentas é o paradigma associado.

Sendo um paradigma, a regeneração é fundamentada em conceitos e crenças particulares sobre como o mundo funciona.

Entre eles está a percepção de que todos os seres vivos são únicos e se organizam de forma aninhada com outros sistemas vivos maiores.

E também o pressuposto de que todo organismo vivo possui, a partir de suas características únicas, um potencial inerente capaz de beneficiar o sistema maior a que pertence.

Desta forma, temos que a regeneração só acontece a partir de uma relação de reciprocidade onde uma entidade viva realiza um papel capaz de gerar saúde e vitalidade para o sistema em que está inserida e que, por sua vez, é beneficiada por este sistema maior.

Assim, o paradigma regenerativo não é uma forma prescrita de se fazer as coisas. É um processo que requer educação e desenvolvimento onde aprendemos a ver o mundo com novos olhos.

O desenvolvimento regenerativo nos serve, então, oferecendo quadros conceituais que orientam nossos pensamentos de forma a alinhar as atividades humanas com a inteligência dos sistemas vivos.

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Regeneração – um catalisador para a evolução de sistemas vivos

Regeneração – um catalisador para a evolução de sistemas vivos

Sistemas vivos saudáveis estão constantemente ocupados em realizar quatro diferentes naturezas de trabalho. Todas elas são necessárias para que uma entidade viva se sustente e se desenvolva no ambiente dinâmico e complexo a que pertence.

Formulado por Charles Krone, o quadro conceitual “níveis de trabalho” descreve estas diferentes naturezas. Os níveis inferiores, operar e manter, focam em aspectos da existência, ou seja, no que já existe hoje. Já os níveis superiores, aprimorar e regenerar, focam em aspectos potenciais, isto é, o que poderia mas ainda não existe.

Em um sistema evolutivo o nível regenerar funciona como um guia para os demais permitindo que o sistema como um todo evolua em harmonia com o seu ambiente. Profissionais devem utilizar este quadro conceitual para pensar uma integração consciente entre todos os níveis de trabalho. Além disso, a partir desta formulação é possível visualizar como e onde diferentes abordagens de sustentabilidade servem e como elas podem ser potencializadas se estiverem organizadas em torno de um objetivo regenerativo (Mang e Haggard, 2016).

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Terra, um organismo vivo

Terra, um organismo vivo

A devastação dos sistemas de suporte à vida no planeta é sintomática da visão de mundo que orienta a civilização moderna, uma sociedade de crescimento industrial. 

O entendimento que se tem do planeta pode ser tão diverso quanto são as visões de mundo das comunidades humanas que dele fazem parte. O nosso entendimento sobre o que é e como funciona o planeta condiciona as relações que estabelecemos com ele e como nele atuamos. Diante dos atuais danos infligidos à Terra, é fundamental revisarmos a maneira como a entendemos para, assim, tornar possível uma participação mais apropriada da humanidade em seu organismo vivo.

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Posted by Juliana Diniz in Artigo, 0 comments