Mês: agosto 2018

Mudanças no entendimento sobre a sustentabilidade — equilíbrio, resiliência e coevolução

Mudanças no entendimento sobre a sustentabilidade — equilíbrio, resiliência e coevolução

Deixar claro como um projeto ou organização entende a sustentabilidade possibilita a definição de estratégias e metas adequadas.

Muito se fala sobre sustentabilidade, mas pouco sobre o que realmente queremos dizer com isso. O significado deste conceito está em evolução. À medida que interagimos com a realidade complexa e viva do mundo e incorporamos contribuições de ciências emergentes — como a teoria dos sistemas vivos, pensamento sistêmico e complexidade — aprofundamos e evoluímos o conceito.

É possível discernir três fases sobrepostas na evolução do conceito de sustentabilidade. Cada uma contribui para o entendimento da fase seguinte e tem uma importância particular.

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Uma nova visão histórica da Terra e da humanidade

Uma nova visão histórica da Terra e da humanidade

O ritmo de vida instantâneo e egocentrado dos centros urbanos desconectou-nos de nossa história evolucionária enquanto espécie humana na Terra. Pouco sabemos sobre como chegamos a habitá-la e de sua história antes de nossa presença. Uma nova visão histórica que nos informe sobre o processo evolucionário da Terra e da consciência humana é fundamental para que possamos ter uma participação no mundo coerente com o nosso potencial humano e com a evolução de Gaia. Continue reading →

Posted by Juliana Diniz in Artigo, 1 comment
Duas visões de mundo, dois paradigmas de sustentabilidade

Duas visões de mundo, dois paradigmas de sustentabilidade

A sustentabilidade tecnológica e a sustentabilidade ecológica são frutos de duas visões de mundo distintas: a mecanicista e a ecológica.

Há uma mudança de mentalidade em curso, que parte de uma visão de mundo mecanicista e chega a uma visão de mundo ecológica (CAPRA e LUISI, 2014). Esta mudança é, essencialmente, uma mudança de metáforas: de uma que vê o mundo como uma máquina para uma que o entende como uma rede.

Capra e Luisi (2014) descrevem esta mudança como uma tensão básica entre as partes e o todo. A ênfase nas partes tem sido chamada de mecanicista, reducionista ou atomista; a ênfase no todo de holística ou ecológica. Na ciência do século XX, a perspectiva holística tornou-se conhecida como “sistêmica”, e a forma de pensar que esta implica de “pensamento sistêmico”.

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Entendendo o lugar como um sistema vivo

Entendendo o lugar como um sistema vivo

Ver os lugares como sistemas vivos nos faz perceber relações ocultas e pontos de intervenção poderosos

O desenvolvimento regenerativo tem como premissa básica o entendimento do lugar a partir de uma visão sistêmica. Nicholas Mang (2009), em seu trabalho The Rediscovery of Place and Our Human Role Within It, traz uma importante contribuição ao definir o fenômeno “lugar” a partir de uma visão dos sistemas vivos.

A resposta para a pergunta “O que é o lugar?” foi sintetizada em seis atributos distintos. São eles: (1) Interconectado e aninhado, (2) Delimitado e único em sua identidade, (3) Agregador de valor, (4) Concentrador e enriquecedor, (5) Magnético e ordenador e (6) Dinâmico e evolucionário.

Juntos, estes seis atributos ajudam a identificar e definir o que é o lugar, assim como oferecem um meio para avaliar o grau de saúde, equilíbrio e integração do lugar como um fenômeno vivo.

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Posted by Felipe Tavares in Artigo, 2 comments